Cerca de 90 mil pessoas, segundo a polícia militar realizaram protesto nesta quarta-feira (04/04) contra a desindustrialização em São Paulo. O movimento organizado em conjunto pelas centrais sindicais e Fiesp reuniu empresários, políticos, sindicalistas e empregados da indústria no estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera um dia após o governo federal anunciar pacote de estímulo à economia. Paulo Skaf, presidente da Fiesp –Federação das Indústrias do Estado de São Paulo disse durante o evento que os empresários estão enfrentando uma verdadeira “onda” de produtos importados o que, segundo ele , enfraquece a competitividade.
Chamado de “Grito de Alerta em Defesa da Produção Nacional e do Emprego” o protesto serviu para cobrar do governo maior empenho na aprovação de medidas que garantam aumento da atividade econômica com redução de impostos.
A manifestação foi organizada e mantida mesmo após o governo ter anunciado na última terça-feira (03/04) pacote de medidas que somam 60 bilhões de reais para estimular a competitividade entre as empresas nacionais.
A crise financeira internacional tem acirrado a concorrência entre os mercados interno e externo o que tem prejudicado o desempenho da indústria brasileira. Diversas autoridades políticas e sindicais marcaram presença entre os quais Ricardo Patah, presidente d UGT – União Geral dos Trabalhadores. Para ele, o movimento é importante para que o governo ouça a voz do trabalhador brasileiro. “Estamos aqui para representar a classe trabalhadora e manifestar nosso repúdio contra a alta dos juros, os baixos salários e principalmente pelo emprego”, disse ele. Lineu Mazano, Secretário Nacional da UGT também foi enfático ao considerar que o governo precisa adotar medidas em favor do trabalhador. “ Não podemos aceitar que a classe trabalhadora seja ainda mais prejudicada. Só assim conseguimos mostrar nossa indignação contra as medidas anunciadas pelo governo “, finalizou.
Já para José Police Neto, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo as medidas anunciadas pelo governo atingem setores específicos da economia. “ É perigoso esse fatiamento proposto por uma suposta “ reforma tributária”, disse. Ainda de acordo com ele as medidas vão prejudicar São Paulo pois incentiva a indústria e desistimula o comércio e o setor de prestação de serviços.
Marcos Fellipe
Ass. Comunicação – Fessp-esp
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